terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A Batalha de Seatlle - 2007 (Battle in Seattle)




SINOPSE:

1999. Dezenas de milhares de pessoas vão às ruas de Seattle, em protesto contra a Organização Mundial de Comércio. De início o protesto era pacífico, pedindo o fim das conferências da OMC, mas logo se tornou um motim. O resultado foi a classificação de estado de sítio, que fez com que o Departamento de Polícia e a Guarda Nacional adotassem uma postura de combate aos manifestantes.



ELENCO:

Michelle Rodriguez (Lou)

Woody Harrelson (Dale)

COMENTÁRIOS:

A Batalha de Seattle é o tipo de filme para ser assistido em sala de aula de sociologia, filosofia ou algo do tipo.



Não estou dizendo que o filme é ruim, pelo contrário. O filme é muito bom e trata de um assunto atual e extremamente importante, que muitas vezes nós simples mortais não nos damos conta no nosso dia-a-dia. É algo tão grandioso, que tem nos feito de escravos sem ao menos sabermos, dita a nossa vida e controla os nossos passos, decide o que vamos comprar e o que vamos utilizar, mostra aos governantes o que devem exportar ou o que importar, estou falando da OWT, ou Organização Mundial de Comércio. Me atrevo a dizer que eles são os verdadeiros donos do Mundo, e responsáveis pela miséria da humanidade e degradação da Natureza.



Como podem perceber fui impactado de certa forma pelo filme. Sim, o filme através do seu enredo, que vai de diálogos políticos a gritos de ordem em passeatas, consegue passar de forma clara o que os homens da OWT fazem pelo mundo. 



Os atores estão muito bem em seus papéis, passam veracidade em seus personagens, tanto do lado dos ativistas com Michelle Rodriguez como seus "inimigos" policiais interpretado por Woody Harrelson (O Mensageiro). As cenas de conflitos são bem realistas e impressionam.




No começo do filme você não consegue definir de qual lado você apóia, então quando o conflito começa você percebe  que todos estão dos mesmo lado, ativistas, policiais, governantes, todos fazem parte do lado das vítimas. Vítimas deste poder invisível e devastador que é a OWT.

NOTA: 9,0

TRAILER:





terça-feira, 24 de janeiro de 2012

200 MPH - 2011 (200MPH)



SINOPSE


Um piloto amador procura vingar a morte de seu irmão entrando no perigoso sub-mundo das corridas de rua neste thriller de ação carregada de adrenalina. Censura 14 anos.


ELENCO:


Jaz Martin (Rick Merchant)
Tommy Nash (Tom Merchant)
Janet Tracy Keijser (Debbie Merchant)
Darren Thomas (Kayce)
Anna Maria Demara (Claudia)


COMENTÁRIOS:


Quer fazer um filme de ação de sucesso? Junte carros tunados e belas garotas. Deu certo com Velozes e Furiosos mas, não deu nada certo com o seu "genérico" 200 MPH.

Até que os produtores tentaram fazer algo parecido com Velozes e Furiosos, usaram belos carros, lindas garotas, mas de resto é um filme muito, mas muito ruim mesmo! 

A estória é simplesmente ridícula, tá certo que Velozes não tem nada de especial em seu enredo, mas o problema maior deste filme além da estória é a edição, péssima! A edição, a montagem das sequencias das cenas são simplesmente horríveis, as cenas são totalmente fora do tempo natural das coisas.

Rick (o mais alto) e a sua gangue do algodão-doce
Um exemplo: logo no começo, há uma corrida. Os dois carros partem para o racha, com direito a mocinha jogando lenço para iniciar e tudo mais. Imagina-se que são dois carros esportivos, e devem estar correndo no mínimo a uns 120 km/h, até ai tudo bem. De repente, depois de várias cenas de manobras, curvas para direita, esquerda, ultrapassagens que não são mostradas, (você se pergunta como é que ele passou) e tudo que tem direito, um dos carros se envolve em um acidente, em questão de segundos, eu disse segundos, as pessoas que estavam no inicio da corrida, na largada chegam para ajudar o piloto acidentado. COMO? Eles vieram correndo atrás dos carros? Os pilotos deveriam a estar no mínimo uns 5km de distancia da largada. Como chegaram tão rápido? Não faz sentido.

O que não faz sentido nenhum também são os personagens, Rick, o protagonista, consegue uma vaga na faculdade, até ai tudo bem, porém ele não trabalha, não estuda e ganha dinheiro em corridas clandestinas. Como ele entrou na faculdade? Pior é a mãe dele, uma senhora bonita por sinal, que trabalha como Stripper. E como se não bastasse o absurdo, a namorada de Rick, Claudia, também é stripper e trabalha junto com a mãe na mesma boate, não é lindo? A propósito, a visão do diretor a respeito das mulheres é radicalmente machista e preconceituosa pois todas que aparecem, são "piriguetes maria-gasolinas" ou stripper, a única que tem uma profissão, é mecânica, porém lésbica. Nada haver.

Debbie, a mãe Stripper, de Rick
Mas não acaba por aqui, tem coisa pior durante o filme.  Acredito que a Produtora não tinha dinheiro para gastar com os carros, qual a solução que eles arranjaram? Fizeram muitas cenas do racha com efeitos 3D de péssima qualidade, sinceramente os carros mostrados em jogos de videogame são mais realistas. O protagonista dirigindo no meio da corrida é lamentável, parece que ele está passeando de carro com a família num domingo de manhã, tamanha é a tranquilidade que ele demonstra. 

Esta é a expressão de Rick no meio do racha!
 Certo momento surge a expectativa de uma perseguição com direito até a helicóptero, você acredita que vai ser "aquela" perseguição. A câmera posicionada embaixo de uma ponte (ver trailer), passa o carro de Rick, um carro da policia e um helicóptero, e pronto. Só isso. O carro perseguido, dobra uma esquina qualquer, o carro da policia, que estava a um segundo de distancia consegue perder o seu alvo. E o helicóptero? Nem faço ideia, sumiu. 


Kayce, o vilão do filme.
Concluindo, uma estória fraca, enredo péssimo, personagens sem carisma, com diálogos sem nenhum argumento. Efeitos especiais de péssima qualidade. Ou seja, fazer filme de ação de sucesso não é apenas colocar garotas bonitas e carros esportivos!

Poupe seu tempo, não assista, esse filme é uma bomba, pior, é bater de frente com caminhão!

NOTA: -2,0


TRAILER:
Acredite, o filme não é tudo isso!





domingo, 22 de janeiro de 2012

Conan - 2011 (Conan, the Barbarian)





SINOPSE:




O maior e mais lendário bárbaro de todos os tempos está de volta.

Prosperou e evoluiu para oito décadas consecutivas na imaginação do público -- em quadrinhos, jogos, tela grande e pequena -- explorar Conan na Era Hiboriana será como nunca, seu mundo ganhou vida em um filme 3D colossal, cheio de ação e aventura.

A busca feroz do guerreiro cimério começa como uma vingança pessoal, mas logo se transforma em uma batalha épica contra seus rivais hukking, e situações impossíveis, Conan é única opção para salvar as grandes nações da Hyboria de uma invasão sobrenatural.




ELENCO:


Jason Momoa (Conan)
 Rachel Nichols (Tamara)
 Stephen Lang (Khalar Zin)
Rose McGowan (Marique)


COMENTÁRIOS:


Quando assisti Conan de 2011 achei que dificilmente superaria o antigo Conan de 1982 estrelado por Arnold  Schwarzenegger. Infelizmente estava certo. Se não houvesse existido o seu antecessor, o filme seria "legazinho" mas se comparado com o filme de 1982, Conan 2011, perde feio, é muito inferior.

Conan 2011, muito inferior ao seu antecessor de 1982.
A começar pelo cenário, as cenas são muito claras, não tem aquele ambiente sombrio que deveria, já que   as terras da  Hibéria está mergulhada pelo domínio das trevas. O antagonista o tal do feiticeiro (?) Khalar Zin é meio perdido na estória,  por falar em estória, por mais fantasioso que o universo de Conan seja, o roteiro tem alguns furos e deixa questões do tipo: "Pra que?".

Por exemplo, o feiticeiro Khalar Zin consegue juntar os pedaços da máscara, claro que o último pedaço está no vilarejo do pequeno Conan, que é totalmente destruído, todos mortos menos ele. Após conseguir juntar os pedaços da máscara o vilão só consegue encontrar uma maneira  "funciona-la" depois de quase 10 anos de procura. E o pior, ele consegue o sangue de uma herdeira do antigo dono da máscara, consegue os poderes da mascaras que o torna quase um deus, e não usa esses poderes! Pra que ele conseguiu a mascara então? Totalmente sem noção!

O Rei -feiticeiro, Khalar Zin, com sua impotente máscara.
As cenas de feitiçaria, são fraquíssimas, para falar a verdade há apenas uma cena, apenas para "cumprir tabela", se não existisse essa cena, você nem saberia que existiria feitiçaria neste filme.

Essa é a"bruxa" da estória, Marique, uma feiticeira meia boca.
A trilha sonora é bem ruim mesmo, não dá para se comparar com a marcante música do filme de 1982, para ser sincero, achei a trilha sonora do game GOD OF WAR, mais inspiradora do que este filme.

Resumindo, um filme muito fraquinho, nem as cenas de lutas recheadas de sangue, convence. Pra falar a verdade não tem nenhuma cena marcante. Como por exemplo a cena de Conan de 82 empurrando a roda da moenda enquanto era escravo ou a cena que ele, Conan, faz um camelo desmaiar com apenas um murro na cabeça, após ele cuspir no bárbaro.


Este Conan não convence.
Aconselho, esperar o filme sair em algum canal fechado ou na sessão da tarde ou alguma programação do canal aberto,pois não vale a pena alugar este filme.

NOTA: 4,0

TRAILER: